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Sebastião Salgado supõe o fim da fotografia nos próximos 30 anos.

Aos 72 anos, um dos melhores fotógrafos dos séculos XX e XXI, não se sente conectado com a tecnologia, nem celular e muito menos aplicativos (por exemplo, o Instagram).

Salgado que perpetuou a pobreza e a natureza selvagem em suas fotografias continua trabalhando como fazia antes: com negativos e impressões. Porém para se adaptar a essa evolução tecnológica, nesses últimos anos começou a usar uma câmera digital.

 

sebastiao

Diante de todo esse desenvolvimento, Salgado não tem Instagram (aplicativo de celular onde publica-se qualquer tipo de foto). Em uma entrevista no Prêmio Personalidade da Câmara de Comércio França-Brasil, que foi realizado no Rio, disse que às vezes olha nos celulares dos sobrinhos este mesmo aplicativo, e até acha algumas fotos interessantes. Porém, afirma que para fotografar é necessário ter uma câmera boa, com uma lente adaptada, sem contar a luz e uma série de outros fatores.

O que é importante para esse grande homem da fotografia é que a foto seja passada para o papel. Ele afirmou que a fotografia precisa se materializar ser vista e tocada. Não é por menos, o autor de livros analógicos como “Trabalhadores” (1996), “Outras Américas” (1999),” Êxodos “(2000) ou Gênesis (2013)”, merece todo respeito nesta fala.

 

pinguins

 

Há uma geração trabalhando com fotografia, principalmente com a analógica. O brasileiro se atreve a prever uma data de expiração para a fotografia, diz que acredita que a fotografia vai viver no máximo 30 anos e que trocaremos por outra coisa.

Bom, antes que essa profecia se realize, vamos apreciar as obras desse mestre da fotografia. Sua mais recente obsessão é buscar as raízes de seu país nas comunidades indígenas da floresta amazônica para que os mais jovens se lembrem através de exposições em escolas e universidades.

 

indígenas

 

Sebastião diz que o Brasil é um dos poucos países que pode conviver com sua pré-história. Embora por um tempo tenha ficado deprimido com o que via através das lentes e acreditasse que não havia esperança para o homem, Salgado seguiu adiante encontrando refúgio na natureza com seu projeto ecológico Instituto Terra.

Hoje, a meio caminho entre Paris e Brasil, está animado com a Amazônia, e nem mesmo sua idade vai conseguir pará-lo.

Para os fãs do mestre das lentes, fiquem tranquilos, ainda podemos esperar muitos projetos inspiradores.

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